Para variar faz tempão que não escrevo, também com as crianças de férias, a babá de férias e eu trabalhando, o que era de se esperar? Mas tudo bem, a babá já voltou e as aulas começam (graças a Deus!!!) daqui poucos dias.

Tenho observado ao longo desses quase 3 anos como mãe as diferenças de comportamento entre meninos e meninas, é muito engraçado, tem coisas que parecem geneticamente determinadas.

Ao invés de colocá-los cada um em um quarto separado, eles dormem juntos e o outro quarto transformou-se em um “quarto de brinquedos”. Logicamente não dá para separar os brinquedos de meninos dos de menina, e ficam todos juntos nas prateleiras e nas gavetas. O engraçado disso é que desde muito pequenos demonstravam interesses diferentes.

O Henrique já queria chutar bola antes de aprender a andar, lembro de um brinquedo que ele ganhou de aniversário que era redondo mas não havia sido feito para chutar, era de plástico bem duro, cheio de bichos coloridos, desses brinquedos que ensinam as cores e os sons dos animais, mas foi só abrir o pacote para ele sair chutando a “bola”, e não adiantava explicar que não era bem assim, afinal de contas bola é para ser chutada!  Expliquei o caso para uma amiga  perguntei se ela não se importava se eu desse a tal bola para a filha dela, pois era impossível manter esse brinquedo em casa. A Julia adorou! Ficava sentadinha com a bola no colo, apertando os animais e ouvindo a música e os sons…   

Já a Débora sempre escolheu brinquedos mais tranquilos, ficaria horas brincando com as panelinhas se o irmão não se intrometesse e espalhasse tudo. Eu também tive irmão homem e sei muito bem como eles sabem “azucrinar” nossa paciência. Ele toma os brinquedos da mão dela e sai correndo, meu marido diz que é só pelo prazer de ouvi-la gritar, pois cada coisa que ele faz, ela parece uma sirene gritando!! Tudo ela chora e grita… e não somos todas assim? Não choramos por qualquer coisinha e fazemos aquela tempestade em copo d´água?

Mulheres são ansiosas por natureza! Ela ficou uns 2 meses ensaiando para engatinhar e ele só ficava olhando, pensávamos que ele engatinharia muito depois dela, mas que nada, um dia ele saiu engatinhando também, como se soubesse que não adianta ficar sofrendo antes do tempo, na hora certa as coisas acontecem. Para andar foi a mesma coisa, eles andaram na mesma época, ao completar 1 aninho, mas a Débora já estava há um tempão tentando, e ele simplesmente saiu andando…

Ela dá nome às bonecas! A que ela mais gosta (além da Maricota que é sua “naninha”) é a Vitória, que é irmã gêmea da Marta. Fiquei alguns dias pensando de onde ela havia tirado esses nomes, e depois me lembrei que a nossa faxineira (que se chama Marta) havia trazido um dia a filha dela aqui em casa, e o nome da menina é Vitória. Tem a Cacá, a Ana, a Sara, a Soraia (essas últimas em homenagem à prima e à tia que deram as bonecas). Sei lá, mas acho que esse negócio de instinto materno é verdade, ela dá comidinha, mamadeira (algumas vezes quer dar de mamar no peito também!), troca a roupa, põe fraldinhas, faz dormir, e até canta para elas.

As brincadeiras de menino são mais brutas (ou “toscas” como diz nosso pediatra), ele gosta mesmo é de uma boa luta, de desmontar o que está montado, espada, carros, capas e chapéus (de bombeiro, de caubói, de papai noel ou boné virado para trás).

Na véspera de Natal, quando pedi aos 2 que deixassem seus sapatinhos embaixo da árvore, o Henrique pegou um par de havaianas e jogou lá de qualquer jeito,  quando eu fui arrumar tomei a maior bronca: “Deixa assim!!!”. A Débora pegou um par de sapatos “de passear”, desses tipo boneca de pulseirinha, e colocou direitinho embaixo da árvore… Olhando para os 2 parezinhos de sapato meu marido disse: “Tá aí, isso descreve bem cada um!”

Outra coisa que me chocou: eu nunca havia levado a Débora ao salão comigo. Semana passada levei-a para cortar o cabelo e foi a sensação do salão! Enquanto eu cuidava do meu, ela não parava de perguntar se já era vez dela… e quando a vez dela chegou, ela lavou a cabeça no lavatório, ao mesmo tempo que esticava as mãozinhas para a manicure pintar suas unhas, de rosa, como ela mesmo escolheu. Depois com a toalha enrolada na cabeça foi até a cadeira da cabelereira e ao sentar olhou bem para ela e disse: “Só as pontinhas tá?” Juro!!!! Dá para acreditar?

O Henrique quando corta, tem prazo de validade, o cabelo é molhado com spray de água e passados 15 minutos ele já fica impaciente…

A bicicleta que ganharam no Natal, ele aprendeu a andar rapidinho,  na mesma semana já estava independente e até fazendo curvas. Ela, mais medrosa, levou 1 semana para sentar na bicicleta, e até agora só está andando se alguém estiver segurando junto. 

Ela sai da cama  já pede para por vestido, ele se deixar fica de pijama…

Outra coisa engraçadíssima que já vem como “item de fábrica” é como as mulheres são faladeiras e intrometidas… Sem que ele peça, ela já está dando opinião: “Mas por que você não faz assim?” ou então: “Mamãe. ele quer colocar tal roupa…” E mandando nele: “Henrique, pega isso para mim…” E ele, logicamente, para exercer sua masculinidade, responde com um sonoro “NÃO”!

E assim caminha a humanidade… sempre fomos e sempre seremos diferentes, graças a Deus, pois aí está a graça da vida!

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