Pai não é mãe

6 de abril de 2021

Um colega meu sempre diz que “pai não é mãe”, e ele sabe o que diz, pois tem 4 filhas e 1 enteado (não da mesma mulher…). Ele sempre fica louco e meio atordoado no começo do mês, época de pagamentos das várias pensões alimentícias… Às vezes conversamos sobre as diferentes formas como as mães e pais tratam os filhos. No fundo acho bom, porque por mais desligado que seja o pai, é sempre bom para equilibrar as “neuroses” da mãe (no fundo, sempre achamos que só nós sabemos o que é bom para os nossos filhos e que NINGUÉM NO MUNDO é capaz de cuidar deles melhor do que nós!!)

Cabeça de pai é diferente de cabeça de mãe, tem uma historinha rodando na internet que ilustra bem esse fato:

“Certo dia a mãe de uma menininha de 2 anos precisou sair por 1 hora e deixou a pequena aos cuidados do pai. Almoço dado, dentes escovados, banho tomado, nenhuma recomendação especial, apenas ficar de olho na menina.

A menina quis brincar com um jogo de panelinhas, e ficou na sua cozinha imaginária cozinhando e fazendo suquinhos e chazinhos para suas bonecas.

O pai ficou na sala vendo TV, enquanto a menina brincava em um cantinho.

Que linda minha filha brincando – ele pensava – já está ficando uma mocinha!

Ela desaparecia e daqui a pouco voltava com uma das xícaras de brinquedo cheia de água:

– Toma papai, um suquinho para você!

-Ai que lindaaaa… – derramava-se o pai – obrigado minha filha.

E assim ela trouxe ‘chá’, ‘suco’, ‘cafezinho’, e o pai achando lindo beber água na xícara de brinquedo.

Quando a mãe chegou e observou aquela cena perguntou ao pai:

– Passou pela sua cabeça que a única água que ela alcança e a água da privada???”

Moral da história: cabeça de pai não é igual de mãe!!!

E assim também estou eu: completamos esse mês 9 anos de casamento, e faremos uma viagem só nós dois, deixando os filhotes aos cuidados dos avós. Meu marido está ansiosíssimo pela viagem, checando roteiros e fazendo contagem regressiva, e sempre ressaltando a importância de termos um tempo só nosso (ok, concordo com ele!), mas eu confesso que estou com o coração apertado… Na minha neurose de mãe, já comecei a escrever uma agenda com todas as recomendações, horários e informações (do leite, dos remédios, do presente da professora na escolinha, do presente do dias das crianças…) Sei que eles sobreviverão sem mim, mas é engraçado como cabeça de mãe não desliga nunca mais…