Andaram falando por aí que meu blog estava parecendo novela mexicana, daquelas bem tristes mesmo, então achei por bem “pegar mais leve” hoje.

Já faz algum tempo que está montado aqui perto de casa o “Circo di Napoli” e hoje resolvemos levar nossos pequenos para assistir um espetáculo.

Quando eu era criança, achava o circo algo extraordinário, maravilhoso. Ir ao circo era um acontecimento! Algumas vezes a escola promovia excursões com todos os seus alunos, nesse dia não havia aula, o passeio durava a tarde toda e era o máximo!

Atualmente já não ouço muito falar disso… Parece que é um passeio meio fora de moda. Mesmo assim resolvemos ir.

Convidamos meus pais e meus avós para irem também (detalhe: meu avô tem 88 anos e minha avó 80).

As crianças estavam empolgadíssimas, desde ontem só falavam em ir ao “círculo”, nunca tinham ido, mas pela forma como lhes apresentamos o que seria, sabiam que iriam gostar.

Realmente eu estava certa, está meio fora de moda, apenas 20% da platéia estava ocupada. Nós ocupamos uma fileira inteira bem central: bisa, biso, vovô, vovó, papai, mamãe, Débora e Henrique.

Quando o espetáculo começou os pequenos nem piscavam, e para nós adultos, o “show” era ver a carinha de espanto e admiração deles!!…

Engraçado a mistura de sentimentos que essa tarde me trouxe: ir ao circo com meus pais era algo que eu não fazia há muitos anos, levar meus filhos ao circo foi algo que eu nunca tinha feito, ver minha filha sentada no colo da bisavó, com 78 anos de diferença entre elas foi ao mesmo tempo gostoso e difícil: era a evidência da vida no seu início e no seu fim…

Meus filhos com 2 anos obviamente não podem andar soltos, precisam ficar de mãos dadas com algum adulto, e da mesma forma meu avô, com seus 88 anos, também já não anda sozinho, precisa do apoio do meu pai para entrar e sair do carro, subir as escadas e ir ao banheiro…

Mas sabe que me surpreendi com o espetáculo? Dei risada com os palhaços, prendi o fôlego com os trapezistas e me espantei com os equilibristas. Não sei se isso aconteceu porque os artistas eram realmente bons ou pelo que aquela atmosfera de circo, com cheiro de pipoca e minha família reunida causou em mim.

Imagino que minha mãe tenha ficado igualmente emocionada, em um dado momento, com olhos cheios de lágrimas ela falou para mim: “Aproveite todos os momentos, filha, pois a vida passa muito rápido”.

É isso que estou tentando fazer.

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